Vivapark Porto Belo

Sustentabilidade

Selo LEED Platinum: o que é, de onde veio e por que o Vivapark foi o primeiro do mundo

Parque Viva Energia, no Vivapark: verde, água e gente no mesmo lugar, parte do que o LEED avaliou
Parque Viva Energia, no Vivapark: verde, água e gente no mesmo lugar, parte do que o LEED avaliou

Em abril de 2022, o Vivapark recebeu um selo que nenhum outro projeto no mundo tinha: o LEED for Communities: Plan and Design, no nível Platinum, o mais alto. Foram 87 pontos de 110 possíveis, com nota máxima em Qualidade de Vida e em Inovação. O bairro virou case internacional de sustentabilidade antes mesmo de a primeira fase ficar pronta.

Mas o que é esse tal de LEED? Quem dá esse selo, o que ele mede e por que ele importa pra quem vai morar ou investir no bairro? Esta página explica desde o começo, sem jargão.

87 de 110

pontos do Vivapark na certificação

Platinum

o nível mais alto (80 pontos ou mais)

1º do mundo

LEED for Communities: Plan and Design Platinum

36

critérios cumpridos pra conquistar o selo

1993

ano em que nasceu o Green Building Council dos EUA

186

países com profissionais LEED

195 mil+

edifícios certificados LEED no mundo

17 m²

de área verde por habitante no projeto do Vivapark

O que é o LEED

LEED é a sigla de Leadership in Energy and Environmental Design, algo como liderança em energia e design ambiental. É o sistema de certificação de construções sustentáveis mais usado do mundo. Funciona como uma prova com nota: o projeto é avaliado em várias categorias (água, energia, materiais, transporte, natureza, qualidade de vida), cada uma com pré-requisitos obrigatórios e créditos que somam pontos. No fim, a pontuação define o nível do selo.

O selo não é dado pelo próprio empreendedor nem por um órgão do governo. Quem certifica é o Green Business Certification Inc. (GBCI), ligado ao U.S. Green Building Council, com análise técnica independente de toda a documentação do projeto. Por isso o LEED virou uma espécie de idioma comum entre arquitetos, investidores, bancos e governos no mundo inteiro: quando um projeto tem LEED, todo mundo sabe o que isso quer dizer.

De onde veio

Em abril de 1993, três pessoas reuniram cerca de 60 empresas e organizações na sede do American Institute of Architects, em Washington, pra criar o U.S. Green Building Council (USGBC): Rick Fedrizzi, que cuidava do marketing ambiental da Carrier, o incorporador David Gottfried e o advogado ambiental Mike Italiano. A ideia era criar uma régua comum pra dizer o que é, de fato, um prédio sustentável, num mercado cheio de promessas vagas. O cientista Robert K. Watson, do Natural Resources Defense Council, liderou a criação do sistema e é chamado de pai do LEED.

A primeira versão, pra prédios novos, saiu em 1998. Depois vieram as versões pra interiores, pra operação de prédios existentes, pra casas e, em 2009, a primeira voltada a bairros inteiros, o LEED for Neighborhood Development, feito junto com o Congress for the New Urbanism e o NRDC. O sistema foi atualizado várias vezes: v3 em 2009, v4 em 2013, v4.1 em 2019 e v5 em 2025. Foi na família v4.1 que surgiu o LEED for Cities and Communities, pra cidades e bairros, com uma opção específica pra projetos novos, ainda no papel: a Plan and Design.

No Brasil, o movimento chegou com o Green Building Council Brasil, fundado em 2007, que também criou certificações próprias adaptadas à realidade do país, como o GBC Condomínio.

LEED pra prédio e LEED pra bairro não são a mesma coisa

A maioria das pessoas conhece o LEED de prédio: um edifício de escritórios que economiza energia, reaproveita água da chuva, usa materiais certificados. É importante, mas olha só pra dentro do lote. O LEED for Communities olha o bairro inteiro: como as ruas foram desenhadas, se dá pra resolver a vida a pé, quanto verde existe por morador, como a água da chuva é tratada, de onde vem a energia, pra onde vai o lixo, como é a mobilidade, e até indicadores sociais, como saúde, educação, segurança e acesso à moradia.

É uma avaliação muito mais difícil, porque envolve o desenho urbano, a infraestrutura e a gestão ao longo do tempo. E faz mais diferença pra quem mora: de nada adianta um prédio eficiente num bairro onde tudo depende do carro, sem calçada, sem parque, alagando a cada chuva forte.

Como funciona a pontuação

O LEED for Communities: Plan and Design distribui 110 pontos entre as categorias. Em cada uma, há pré-requisitos (que todo projeto precisa cumprir, sem ganhar ponto por isso) e créditos (opcionais, que somam pontos). O nível do selo depende do total:

Pontos

Certified
40 a 49
Silver (prata)
50 a 59
Gold (ouro)
60 a 79
Platinum (platina)
80 ou mais

O que é avaliado

Processo integrado

Se o projeto foi pensado desde o começo por uma equipe de várias áreas (urbanismo, engenharia, paisagismo, meio ambiente, social) e não em pedaços.

Sistemas naturais e ecologia

Preservação de áreas verdes e nativas, proteção de rios e nascentes, manejo das águas da chuva, redução das ilhas de calor e acesso das pessoas à natureza.

Transporte e uso do solo

Mistura de usos, ruas pensadas pro pedestre e pra bicicleta, proximidade entre moradia, trabalho, escola e serviços, e alternativas ao carro.

Eficiência da água

Uso racional da água potável, reaproveitamento, medição e tratamento de esgoto.

Energia e emissões

Planejamento de energia, uso de fontes renováveis, eficiência e redução das emissões de gases de efeito estufa.

Materiais e recursos

Gestão dos resíduos da obra e do dia a dia, coleta seletiva, reciclagem e compostagem.

Qualidade de vida

Saúde, segurança, educação, equidade, acesso à moradia e bem-estar de quem vai morar ali. O Vivapark tirou nota máxima aqui.

Inovação

Soluções acima do exigido ou que ainda não estão previstas nos créditos. Outra categoria em que o Vivapark tirou nota máxima.

Prioridade regional

Pontos extras pra questões importantes naquela região específica, como o clima e a água.

Como o Vivapark chegou ao Platinum

O Vivapark não foi desenhado pra ganhar um selo: o selo veio avaliando um desenho que já existia, o masterplan da Jaime Lerner Arquitetos Associados. A consultoria Forte conduziu o processo de certificação, reunindo a documentação dos 36 critérios exigidos. O resultado saiu no começo de 2022: 87 pontos de 110, nível Platinum, o primeiro projeto do mundo a chegar lá nessa categoria.

Na prática, o que pesou foi o conjunto que qualquer visitante vê no bairro:

Verde de verdade

Verde de verdade

Mais de 230 mil m² de área verde preservada nas três primeiras fases e parques com lagos no centro, e não na borda. No projeto avaliado, cerca de 17 m² de verde por habitante, acima da recomendação da Organização Mundial da Saúde, de 12 m².

Água como paisagem

Terreno plano e lençol freático raso pediram cuidado: jardins de chuva, bacias de detenção, lagos que funcionam como reservatório e drenagem em tubos de PEAD. Estação de tratamento de esgoto própria e macromedidor do consumo de água do bairro.

Tudo a pé

Tudo a pé

Escola, universidade, UPA, mercado, comércio e parque a poucos minutos de casa, calçadas largas com piso tátil e travessias elevadas, ciclovia ligando as ruas. Menos carro, menos emissão.

Energia e redes

Rede elétrica e de dados 100% enterradas, iluminação pública em LED, gás natural encanado nos prédios, uso de energia renovável e pontos de recarga pra carro elétrico.

Lixo planejado

Coleta, reciclagem e tratamento de resíduos previstos no projeto do bairro, desde a obra.

Gente no centro

Segurança por tecnologia num bairro aberto, mistura de moradia, trabalho e lazer, espaços públicos de convivência, educação e saúde dentro do bairro: a base da nota máxima em Qualidade de Vida.

E os prédios? GBC e LEED dentro do bairro

O selo do Vivapark é do bairro. Os prédios, por sua vez, buscam certificações próprias, o que soma uma segunda camada de sustentabilidade. Segundo as fichas técnicas e os treinamentos das construtoras, o Valence tem selo GBC de edifício sustentável e reaproveita a água da chuva nas áreas comuns; o Vision busca a certificação GBC; e o Vértice e o Vista Jardins estão em processo pra obter o GBC Condomínio, com reaproveitamento de água da chuva nas áreas comuns (o Vértice ainda tem central de água quente com painel solar).

O GBC Condomínio é a certificação criada pelo Green Building Council Brasil pra prédios residenciais, com critérios adaptados ao Brasil: implantação, uso racional da água, energia, materiais e qualidade do ambiente interno.

Os detalhes estão emVer a ficha técnica de cada prédio

O que o selo muda pra quem compra

Pra quem mora, o selo é a garantia de que o bairro foi pensado pra funcionar bem por décadas: menos alagamento, mais sombra, mais verde, conta de água e energia mais leve nos prédios eficientes, menos tempo no carro e mais tempo no parque. Não é enfeite de folder: cada ponto foi conferido por uma certificadora independente.

Pra quem investe, o selo pesa na revenda e no aluguel. Empresas, estrangeiros e fundos procuram cada vez mais imóveis em lugares com certificação ambiental, e o comprador de alto padrão reconhece o nome LEED. Um bairro certificado também tende a manter o padrão, porque a própria certificação exige coerência no que vem depois. Somado ao controle da Vokkan sobre cada projeto, é um dos motivos pelos quais o Vivapark se valoriza.

Os detalhes estão emVer os imóveis à venda no bairro, com preço de hoje

O que o LEED não é

Vale ser honesto: o LEED avalia principalmente o projeto e o planejamento. Especialistas lembram que, em prédios, o desempenho real depende de como o edifício é operado depois, e há estudos mostrando prédios certificados que gastam mais energia do que o previsto. No caso de um bairro, isso significa que o selo é o ponto de partida: o que mantém o Vivapark sustentável é a gestão ao longo do tempo, feita pela Vokkan e pela associação de moradores.

Por isso vale olhar o bairro funcionando, e não só o selo. Hoje o Vivapark já tem as fases 1 e 2 entregues, parque em uso, estação de tratamento operando e gente morando, e é possível conferir tudo numa visita.

Os detalhes estão emA história completa do bairro, fase por fase

No Vivapark hoje

518 apartamentos em 10 prédios, a partir de R$ 900.331, e 25 terrenos e casas a partir de R$ 1.404.846, pela tabela da construtora de hoje.

Perguntas frequentes

O que é o selo LEED?+

É a certificação de construção sustentável mais usada do mundo, criada pelo U.S. Green Building Council. O projeto é avaliado em categorias como água, energia, materiais, transporte, natureza e qualidade de vida, e a pontuação define o nível: Certified, Silver, Gold ou Platinum.

O que significa LEED?+

Leadership in Energy and Environmental Design, ou liderança em energia e design ambiental.

O que é LEED Platinum?+

O nível mais alto da certificação, pra projetos com 80 pontos ou mais, de 110 possíveis.

O Vivapark tem selo LEED?+

Tem. Em 2022 recebeu o LEED for Communities: Plan and Design no nível Platinum, com 87 de 110 pontos. Foi o primeiro projeto do mundo com esse nível nessa categoria.

Quem dá o selo LEED?+

A certificação é feita pelo GBCI, ligado ao U.S. Green Building Council, com análise técnica independente da documentação do projeto.

Qual a diferença entre LEED e GBC Condomínio?+

O LEED é o sistema internacional do Green Building Council dos EUA; o GBC Condomínio é uma certificação do Green Building Council Brasil pra prédios residenciais, adaptada à realidade brasileira. No Vivapark, o bairro tem LEED e vários prédios buscam o GBC.

O selo LEED valoriza o imóvel?+

Tende a ajudar: bairros e prédios certificados atraem compradores e inquilinos que valorizam sustentabilidade e mantêm o padrão ao longo do tempo. No Vivapark, a Vokkan informa valorização acumulada de 250,9% nos lotes e cerca de 246,5% nos primeiros prédios.

Quando o Vivapark recebeu o LEED?+

No começo de 2022, com cerimônia em abril, antes da entrega da primeira fase, em outubro de 2023.

Fontes: Wikipédia, Leadership in Energy and Environmental Design (história do USGBC, fundadores, versões, faixas de pontos, alcance mundial e críticas); U.S. Green Building Council, LEED for Cities and Communities (categorias, 110 pontos); revista HAUS e Gazeta do Povo/HAUS Anuário Imobiliário 2022 (Vivapark: 87 de 110 pontos, 36 critérios, consultoria Forte, 17 m² de verde por habitante); fichas técnicas e treinamentos das construtoras (GBC e LEED nos prédios); Vokkan (valorização).

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